Lascívia, Atração Física e Apego Afetivo

Psicoterapia Holística

Na Psicoterapia, observar-se a necessidade do cliente em entender o seu movimento do sair em busca, do fixar-se e do permanecer com a escolha feita, ou seja, a Lascívia, a Atração física e o Apego afetivo, que são as partes de um todo da ligação físico, emocional e mental do ser humano, assim como as formas para o enfrentamento dessas situações.

A Lascívia é a força motriz dos instintos de vida, ou seja, de toda a conduta ativa e criadora do ser humano na sua busca de relacionamento.

Nessa busca, o homem se prepara para ser irresistível, com destaque de modos e gestos atraentes para despertar o líbito de sensualidade, pois para ele, seduzir é encantar, conquistar com carinho, desejo, inteligência e de se deixar ser amado.

A mulher se produz estrategicamente usando o vestuário adequado com a maquiagem e, talvez, com um decote generoso na blusa para causar impacto no homem que deseja seduzir. A lascívia é o exórdio sedução, da atração física, e do apego afetivo.

 

É considerada como o desenvolvimento físico da sensualidade criativa tendo em vista a necessidade de relacionamento, pois é um movimento importante e depende somente da intenção e do grau de sensualidade.

Dessa forma, é demonstrado o viço ou o destaque pessoal para atrair e desfrutar.

Esse é um movimento íntimo para alcançar um fim, ou seja: o fluxo da ressonância mental, física e afetiva. Geralmente a lascívia é desenvolvida em ambiente no qual a pessoa frequenta socialmente e, mormente, nos sites de relacionamentos.

Segundo a ciência moderna a lascívia está associada ao estrógeno e aos andrógenos.

A atração física é a fase do estímulo, do interesse e do imaginar o porvir.

Talvez se transforme na donairosa união ideal entre as duas pessoas. Todavia, se isso for apenas um desiderato singular, tenderá para a insatisfação de conduta que pode resultar na livre aceitação de novas disposições.


A atração física acarreta fixação, paixão e, com a intimidade, virá o amor. Se de fato ocorreu a atração física, naturalmente a fixação acontecerá. Se a atração física vier acompanhada de emoção positiva promoverá mais o apego afetivo.

Nesta fase podem ser experimentados os seguintes sentimentos: excitação, euforia, desejo, ansiedade, insegurança, medo, culpa, raiva e ciúmes. Não há qualquer tipo de sentimentos com afeto, paixão e amor, existindo apenas a fixação.

A atração desperta somente o interesse físico, sendo apenas uma parte do relacionamento, entretanto, é importante para a conexão emocional, pois se correspondida, poderá durar o tempo necessário para se conhecer e se decidir a continuidade.

Contudo, atração física nem sempre é o bastante para fazer durar um relacionamento. Exemplos: o homem ou a mulher que não querem compromissos e estão firmes no seu papel de sedutores, se encontram um par, o qual lhe atrai apenas fisicamente, lutam contra o envolvimento emocional e procuram ficar distantes dele. Algumas pessoas se tornam verdadeiros símbolos de desejo e atração física.

Entretanto, o que é sensual para um, pode não o ser para o outro.
 
A atração começa com o pensamento assíduo acerca de uma outra pessoa. Ocorre, por fim, uma fixação no ser amado e nas características que fizeram dele ou dela alguém muito especial. Muitas pessoas relatam experimentar nessa fase uma ampla gama de emoções que inclui grande exultação, esperança, timidez, incerteza e medo.

Pode haver também uma sensação de vulnerabilidade e um pressentimento de que a relação, embora não tivesse sido planejada, estava destinada a acontecer. Testes realizados nesta fase mostraram um aumento no cérebro de uma substância química conhecida com feniletilamina, que está relacionada com as anfetaminas. Isso poderia explicar o “alvoroço” à vista do ser amado ou outras reações fisiológicas, como o declínio de apetite ou sono intermitente. Essa fase de atração dura usualmente 18 meses a três anos. Isso pode ser porque os neurônios no sistema límbico acabam por habituar-se à feniletilamina.

O ímpeto inicial pode esfriar ou um caso amoroso cair na rotina, tudo porque o cérebro dessensibiliza-se para o seu próprio “superior” interno. RATEY (2002) ¹

A atração, que muitos afirmam ser “a química “, poderá ser o imã mágico para o inicio do relacionamento. Assim, existe a necessidade de fortalecer a ligação entre a dupla, pois nenhum deles é a única fonte do prazer. A paixão pode ocorrer com a fixação no parceiro, e desse modo, surge à vontade de querer ver o outro e uma ânsia irracional de não perder essa pessoa.

Todavia, essa fixação somente ocorre se a relação passar para o campo emocional, porque daí virá à necessidade de estarem juntos mesmo que o outro não queira. A observação do modo de como o outro está situado no relacionamento talvez seja importante para perceber que a fixação é também uma combinação de ideias.

Por sua vez, o apego afetivo é a capacidade de sentir um alto grau de proteção e conforto, oferecendo espaço para ser si mesmo e compartilhando com espontaneidade. O apego afetivo proporciona a acumulação de experiências, e expressa nossa existência com alguém que testemunha nossa vida, e confirma que existimos. A presença que concede presença é uma das coisas mais poderosas da vida. O apego afetivo é caracterizado por destaques atraentes, belos e adoráveis. Entretanto, pode ser um estratagema para aqueles com altas expectativas de ofertas que nem sempre facilitam, ou oportunizam a experiência da confiabilidade, da intimidade, e da vinculação afetiva, acarretando perda da liberdade conquistada. A fase do apego afetivo é complexa e exige maturidade, confiança em si mesmo, viver e deixar viver, estar atento para receber e doar o seu melhor.

Talvez, o apego afetivo seja sustentado pelo modo criativo, respeitoso e generoso, desenvolvido no relacionamento poderosamente satisfatório. O sentimento de segurança em si, é um componente da alta expectativa dos envolvidos e de suas recíprocas projeções. Essa segurança também pode ser considerada como sendo a medida de determinadas características afetivas, intelectuais, sensoriais e motoras que revelam a realidade compartilhada na experiênciação do conjunto de coisas construídas a dois.


O apego afetivo surge quando a presença do parceiro traz o conforto que gera vontade de estarem próximos, esperança de continuidade, e o sentimento torcível para que o tempo não passe e as coisas permaneçam imudáveis. Nessa fase, que parece positiva, há calma e paz. A calma e a paz acontecem quando o apego afetivo dá a segurança que o fortalece.

A insegurança só prejudica uma relação afetiva. Todavia, o apego afetivo poderá se tornar negativo se existir a vontade de controlar o outro, exemplo, querer saber onde está, o que está fazendo, com quem está, para onde vai, etc. Dessa forma, o apego afetivo passa a ser um regime social de sujeição, como propriedade privada; gerando conflitos emocionais, sentimentos desconfortáveis de desconfiança, medo e ciúmes. Portanto, nessas condições, a fase do apego afetivo dificulta a aproximação, o entendimento e o convívio, sendo certo que havendo qualquer tipo de apego existe o medo de perder.


A presença do amado, desde que o amor seja recíproco, é uma das melhores coisas para o ser humano, pois desperta o lado bom, as melhores vibrações e segurança. A vida parece mais simples, as horas não passam, o aconchego é gostoso, a solidão não existe. Assim, estar na presença do “alguém” amado representa um grande alívio.

O apego, a segunda fase, está associado a sentimentos de calma e paz. Uma pessoa fica segura da relação de amor como um apoio e a presença de ser amado proporciona conforto. Ficou comprovado que, nesta fase, o cérebro incrementa sua produção de endorfinas, as quais estão quimicamente relacionadas com a morfina. A ocitocina e a vasopressina também desempenham um papel na fase de apego de um macho e de uma fêmea. RATEY 2002.

Da cumplicidade compartilhada dimana uma inclinação afetuosa onde cada um se sente como o especial, o dominante, o ideal! É certo que no modo do próprio ser humano existe a necessidade básica de ser e continuar per si.

As fases naturais da vida levam o ser humano a atitudes e sentimentos relacionados a se unir a alguém. Ninguém ama unicamente por sedução, admiração ou apego. No entanto, é perfeitamente possível que a atração física venha a se transformar rapidamente em apego afetivo, paixão e amor. Dessa forma, a observação atenta da harmonia dos movimentos será a ponte para a ampliação do autoconhecimento.

¹ O Cérebro. Um Guia Para O Usuário. Ratey J. John. Ed. Objetiva, Rio de Janeiro. 2002. p 273 e 361

 

Raimundo Amim Lima Haddad - CRT 38326 - Terapeuta Holístico

Raimundo Amim Lima Haddad - CRT 38326 - Terapeuta Holístico, trabalha com Reiki, Calatonia, I Ching, Florais, Terapia Corporal e Fitoterapia, dentre outras técnicas.

amimhaddad@amimhaddad.com

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