Ferramentas Para Crescer Em Autonomia

Aconselhamento

O Elefante e a Estaca

Quando pequeno, o elefantinho é amarrado a uma estaca.

Por mais que se esforce, não consegue se livrar dela, até chegar um ponto em que desiste de lutar e se resigna a um princípio:

“A estaca é mais poderosa do que eu”.

 

Mesmo depois de crescido e forte, esse princípio o faz ficar submisso a qualquer coisa que se pareça com a estaca.

Subestima a si mesmo e transfere para a estaca um poder que ela não tem.

Pode chegar um momento, não raro, em que ele se enfurece e destrói tudo pela frente, a começar pela estaca ou algo que a simbolize.

Até que ponto, somos senhores absolutos e conscientes de nossos atos, atitudes e tomadas de decisões...

Num primeiro momento, pode ser que alguém diga ter domínio completo sobre sua vida.

Entretanto, essa não é uma constatação fácil.

O comum é vivermos inconscientes a reboque de regras, princípios e de outros freios e travas que nos impedem ter autonomia e vida plena.

Este trabalho tem por objetivo demonstrar alguns desses principais sabotadores da nossa vida em autonomia e a consequente perda de energias ao nos deixar conduzir por fatores alheios aquilo para o que realmente fomos feitos.

Agir em autonomia vai além da liberdade de agir.

A autonomia só é possível quando uma tomada de decisão tem por base nossas intuições profundas: aquelas que emanam do Self (Ser).

A dificuldade fundamental é distinguir estas das outras.

Essa dificuldade provém dos diversos fatores que envolveram nossa sobrevivência física e psicológica.

Na prática, criamos verdadeiras fortalezas interiores para sobreviver e sair o mais ileso possível da influência de fatores nefastos a nossa saúde psicológica.

Graças a essas defesas sobrevivemos e saímos menos traumatizados das mais variadas situações exigentes.

Sem dúvida, somos todos sobreviventes, heróis e merecedores de um pódio pessoal.

O problema é que o remédio ou as estratégias do passado podem se apresentar como um veneno para o presente.

É o que chamamos de “sabotadores da nossa autonomia ou freios e travas para o nosso crescimento”.

Desde muito cedo, o medo da rejeição nos ensinou a imitar comportamentos e a representar a imagem demandada pelos outros (conceito de pessoa: “máscara” do radical grego/latino – arquétipo de conformidade, segundo C. G. Jung).

Trata-se de um comportamento sutil.

Somos incapazes de perceber o quanto deixamos de ser “si mesmo” para nos adequarmos à expectativa do meio.

Eis uma comparação, com um sapo na água fervente. Se ele for colocado numa vasilha com água fervente rapidamente saltará fora.

Mas, colocando-o na água fria e aquecendo-a aos poucos ele não perceberá e morrerá cozido.

O mesmo acontece com a condução da nossa própria vida. Se alguém nos impuser uma condição de vida muito exigente, saltaremos fora.

Entretanto, caso esse condicionamento seja paulatino e desde nossa formação no ventre de nossas mães, dificilmente será percebido.

Mas, como proceder para se libertar dos sabotadores do crescimento ?

Seguem algumas sugestões:

Ter fé em si mesmo. Acreditar que no interior de cada pessoa existe todas ferramentas e instrumentos necessários para ser feliz;

Observar seu dia a dia. De onde partem seus atos cotidianos. O que faço? Para que faço? Isto me constrói e me deixa em paz, ou não?

Se você quiser ir rápido, vá sozinho. Mas, se quiser ir mais longe e fundo, procure um acompanhamento eficaz. Lembre-se que as relações podem ajudar ou prejudicar. Procure, pois, as mais vitalizantes.

 

Artigo extraído da Propositura de Palestra para o evento Holística 2015.

 

Sidney Rosa Nascimento Junior

CRT 44269 - Terapeuta Holístico

sidney@crescimentopessoal.org

 

Destaques da Edição