"Seo" Peru e a Baixa Auto-Estima Profissional

Marketing
Orlando Drummond - Seo Perú - Arte Digital: Henrique Vieira Filho
O excelente dublador e ator, Orlando Drummond, interpreta a personagem que ilustrará uma estratégia de Marketing positiva, mas, que em nossa profissão, tende a ser adotada "ao avesso".

No antigo humorístico "A Escolinha do Professor Raimundo", o "Seo" Peru ("pronome" oriundo da corruptela ou derivação regressiva "senhor" => "sinhor" > "sinhô" => "siô" => "seo"; "senhor" Peru; "sinhor" Peru; "sinhô" Peru; "siô" Peru; "seo" Peru), perante quaisquer perguntas sobre homens de destaque na história da humanidade, tratava de "reinterpretar" os fatos, de tal forma que todos culminavam retratados como "gays". Por exemplo, ao ser inquerido a falar sobre Átila, desandava a dizer: "_ Moçoila, vivia com a mão das lanças dos soldados e...". De tal discurso, resultava em nota mínima e repreensão do professor, ao que ele retrucava: "_Tirei zero, mas ao menos trouxe mais um ao reduto !", implicando que, com sua "versão", conseguia mais um reforço à sua causa que é a de defender a bandeira homossexual.
Atitude assemelhada encontramos nos defensores da classe médica, que tratam de transformar quaisquer personalidades da história em "médicos". Tomam, por exemplo, Nostradamus, que era um astrólogo e místico e lhe atribuem o título de "médico"... Pelas próprias regras desta profissão, nem sequer podem atuar com base nos astros... Dentre as atividades profissionais ATUAIS, Nostradamus teria que ser retratado como TERAPEUTA HOLÍSTICO, isto sim !

Claro, é natural que médicos, tal qual o "Seo" Peru, adotem a atitude de trazer "celebridades" ao seu "reduto" e, desta forma, valorizar sua classe. O que causa estranhamento é justamente o contrário: em NOSSA profissão é costume referir-se aos colegas ancestrais, "emprestando" a eles títulos de OUTRAS esferas do saber. Exemplificando: Reikianos que transformam Michao Usui em "médico" (?!), Psicanalistas que chamam Freud, Jung e Reich, de "psiquiatras" (?!), Terapeutas Florais que tratam Bach como "doutor" (!) e assim por diante...

Atitude similar ocorre também ao classificar nossas técnicas e recursos, como se pertencessem a OUTRA profissão. Impossível de imaginar, por exemplo, um ARQUITETO que se refira ao seu trabalho como sendo "uma bela obra de ENGENHARIA", pois isto desvalorizaria a si mesmo, atribuindo os méritos a outra atividade que não é a que exerce. Já um TERAPEUTA Holístico desavisado é capaz de chamar seu trabalho de "medicina" Tradicional Chinesa, ao invés de se valorar, adequando o termo para TERAPIA Tradicional Chinesa...

Do ponto de vista psicoterápico, tais profissionais parecem sofrer de uma BAIXA auto-estima, o que faz com que se equivoquem em supor que serão mais valorizados se parecerem com aquilo que não são ("médicos"...).

Já para o Marketing é um desperdício de oportunidades, pois passa a fazer propaganda para a "concorrência", ao invés de para si mesmo e sua classe profissional.

Sem contar que, sob aspectos legais, pode ser enquadrado como falsidade ideológica, exercício ilegal de profissão e propaganda enganosa.

Urge que adotemos o exemplo de "Seo" Peru e que tratemos de trazer, para o "reduto" da TERAPIA HOLÍSTICA, além das personalidades históricas, especialmente a NÓS MESMOS e a cada um de nossos colegas de profissão. E ainda por cima, todos tiraremos nota dez em Marketing !
 


Henrique Vieira Filho - Terapeuta Holístico - CRT 21001Henrique Vieira Filho - Terapeuta Holístico - CRT 21001, é autor de diversos livros da profissão, dentre estes, a obra MARKETING Para Consultórios de Terapia Holística: Estratégias Essenciais para Conquistar, Manter e Encantar sua Clientela.

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