FITOsofando Sobre As Ervas

Fitoterapia
Mãe Natureza - Modelo: Rilda - Arte Digital: Henrique Vieira Filho

A Fitoterapia é anterior à própria humanidade (mesmo os animais já se tratavam com as plantas, instintivamente...). A Fitoterapia em Cinco Movimentos não é, em si, uma "novidade"; trata-se de um "retorno às origens", onde cada caso era um caso e não havia "receitas" pré-determinadas.

Esse formato "modernoso" de "tabelinhas" (plantas X "doenças"...) não tem tradição milenar e é tão somente o modo como os representantes monopolistas da classe médica imaginam que seja a Terapia das Plantas.

Nos tempos antigos, a escolha das plantas baseava-se em avaliações "energéticas", emocionais, e, em especial, a SINCRONICIDADE das lendas coligadas a cada planta, em relação ao momento vivenciado pelo indivíduo (na mesma linha de "raciocínio" das essências florais, conforme livro "Florais de Bach - Uma Visão Mitológica, Etimológica e Arquetípica", que faz parte de nossa bibliografia da CEATH - Comunidade de Estudos Avançados do SINTE). Os cursos e materiais didáticos disponibilzados pelo SINTE, resgatam parte destes procedimentos milenares, somando àquilo que a modernidade trouxe de bom, que são os mapeamentos e a Pulsologia de Nogier, sobre os quais focamos no caminho dos Cinco Movimentos Chineses, tornando muito mais acessível sua aplicabilidade e entendimento. Assim sendo, em nossos mapas Reflexoterápicos (Auricular, Podal, etc...) ao invés de se dispersarem em detalhes anatômicos que só interessariam aos médicos, quintessenciamos sua abordagem para 5 zonas reflexas, uma para cada um dos Movimentos (Água, Madeira, Fogo, Terra e Metal). Uma das grandes vantagens das Reflexoterapias é que simplesmente, em tese, "NÃO EXISTE PONTOS", sendo que estes só surgem como reflexos de algum desequilíbrio. Assim sendo, ao localizar um ponto (via Pulsologia de Nogier, de preferência...), automaticamente já identificou qual MOVIMENTO em que devemos focar a pré-seleção de plantas a serem testadas, justamente pela reação à aproximação de cada amostra em relação á região reflexa em desequilíbrio. Nesta mesma linha "minimalista", nosso mapeamento de pontos sistêmicos (os que estão distribuídos pelos meridianos corpóreos) focou para a identificação do desequilíbrio via toque nos assim chamados Pontos de Alarme, cuja sensibilidade irá determinar qual dos Cinco Movimentos trabalhar, simplificando e muito a quantidade de plantas com as quais podemos atuar (daí nossos mapeamentos da Fitoteca Essencial e Fitoteca Ampliada...). O simples contato do Cliente com cada amostra de fitoterápico já nos é suficiente para selecionarmos o mais adequado ao momento, que corresponde àquele que minimizar a sensibilidade do ponto de alarme. No atendimento de consultório, basta um dos procedimentos acima (pesquisa de fitoterápicos via ou Reflexoterapia, ou via Pontos de Alarmes dos Meridianos Corpóreos), resguardando um tempo maior do horário justamente para o ACONSELHAMENTO. Para escolher qual caminho terapêutico seguir com cada Cliente, uma referência é justamente o grau de aceitação ao toque: se a pessoa não se sente à vontade para expor as regiões dos pontos de alarmes, utilize a Reflexoterapia. Ou seja, somos nós, os Terapeutas Holísticos, é que devemos nos moldar às necessidades/receptividades de nossos Clientes... É inquestionável que a Fitoterapia, como técnica em si, pode e é exercida simultaneamente por várias profissões distintas. Ou seja, o simples utilizar profissionalmente da fitoterapia nenhuma lei fere, CONTUDO, o MODO como trabalhar com esta técnica, aí sim, pode implicar em exercício ilegal de profissão. Perante a jurisprudência, tanto o diagnóstico, quanto o tratamento de DOENÇAS é monopólio médico (médico veterinário, para DOENÇAS em animais, e do médico propriamente dito, para os humanos...); desta forma, SE para definir o produto firoterápico, for necessário saber a "doença", de fato é um MONOPÓLIO MÉDICO. Já se a escolha do produto se der por avaliação de desequilíbrios energéticos, avaliando meridianos e/ou chacras, aí sim, a Fitoterapia pode ser trabalhada pelo Terapeuta Holístico. E, claro, tal produto tem que ser de VENDA LIVRE, ou seja, sem a necessidade de receita médica. Na prática, como decorrência de acordo firmado entre os Conselhos de Medicina e o de Farmácia, os estabelecimentos só aceitam MANIPULAÇÕES oriundas de receitas médicas para os casos de homeopatia, fitoterapia e ortomolecular, restando às demais profissões valer-se de produtos que já sejam disponibilizados PONTOS, pré-manipulados de fábrica. Outro tópico que devemos sempre lembrar: NUNCA, JAMAIS, vincular atendimento com VENDAS dos produtos recomendados. Além de anti-ético, é certeza que acabará em processo penal, mediante qualquer fiscalização de órgãos públicos. Infelizmente, os cursos abertos para o público não-médico ignoram solenemente estes fatos consumados e persistem em ensinar da mesma forma que o fariam para médicos, resultando em formandos com comportamento técnico que os acaba conduzindo a ser processados por exercício ilegal de medicina. O SINTE - SINDICATO DOS TERAPEUTAS dispõe publicamente de orientações às escolas, cabendo só a boa-vontade e até mesmo, humildade em nos consultarem, ANTES de formatarem suas aulas. O SINTE incluiu a Fitoterapia nos cursos de nossa Comunidade de Estudos Avançados justamente para comprovar que podemos realizar um excelente trabalho com as plantas resgatando as origens milenares de nossas técnicas. Por isso que, JAMAIS associaremos "doenças" às plantas, pois, além dos riscos legais, é justamente por esta "mania" (especialmente nos livros publicados no Brasil...) é que os "monopolistas" estavam ganhando espaço e vários fitoterápicos passaram a ser proibidos e outros passaram para venda exclusivamente via receita MÉDICA... Pode realizar um ótimo trabalho, até mesmo se optamos por plantas de uso consagrado e facilmente encontradas até em supermercados. Difententemente da visão dos médicos, que acreditam que é o REMÉDIO quem traz resultados, nós, Terapeutas Holísticos, cremos que é o próprio CLIENTE quem se RE-equilibra, sendo o fitoterápico (e nosso trabalho, via Aconselhamento e demais técnicas...) o catalizador, o "facilitador", o "indutor" que desperta tais recursos "dormentes". Enquanto para a medicina, escolhem-se os produtos para as "doenças", nós selecionamos para o CLIENTE EM SI, para o seu MOMENTO, que é único e por isso, ainda que pessoas distintas apresentem os mesmos sintomas, de forma alguma os estímulos serão sempre os mesmos... Ou seja, atuamos sob um ponto de vista especial e único, totalmente distinto das demais profissões... Lembremos que as técnicas, em suas origens, sempre foram DINÂMICAS e o toque e pulsologia eram as formas de avaliação do desequilíbrio energético, bem como de onde aplicar a estimulação e a escolha das plantas. Para quem conhece os princípios da Terapia Floral, no qual as flores são selecionadas em conformidade ao momento emocional vivido pelo Cliente, saibam que na Fitoterapia a escolha pode ser feita do mesmo modo, inclusive. Ou seja, há uma enorme gama de opções que se adaptam a cada Cliente para podermos trabalhar SEM precisar saber "doenças"... Já o "raciocínio" de tabelas prontas com receitas de bolos, ops, de fitoterápicos, é algo “modernoso”, que veio dos MÉDICOS. Para eles, é mais ou menos na base do "tal doença, tais medicamentos" e simplesmente transpuseram isso à NOSSA área "tal doença, tais plantas"... É compreensível que ELES pensem assim... Já nós, que somos TERAPEUTAS HOLÍSTICOS, não tem sentido algum. Para começar, que não tratamos de "doenças"... Mais um motivo para que nossos procedimentos se façam na concepção de sempre avaliar o quadro via toque, e/ou pulso, e/ou emoções e, pelo mesmo procedimento, descobrir para quais plantas nosso Cliente estará aberto a estimulação. Um dos grandes problemas na Fitoterapia ensinada no Brasil, é a total inadequação da literatura, a maioria das quais de autoria de MÉDICOS estrangeiros, razão pela qual, dedicam suas páginas a listar nomes de "doenças" e suas respectivas plantas a usar... Os autores brasileiros, por sua vez, ainda que não sejam médicos, escreveram seus livros como se o fossem, influenciando toda uma geração em nossa profissão, que pagaram altíssimos preços de serem acusados de exercício ilegal de medicina, ao trabalharem no formato "doenças / fitoterápicos". Nós temos a honra e a responsabilidade de mostrar que é possível, SIM, trabalhar com Fitoterapia sem depender de "diagnósticos" e sem ter que usar plantas raras e exóticas, e SIM, aqueles vegetais que a natureza colocou em abundância, à nossa volta ! Muitos colegas nos contatos preocupados SE a acupuntura vai virar monopólio médico... Até parece que é SÓ aquela técnica que é visada. A Fitoterapia, sem nenhum alarde, aos poucos vem sendo "comida pela beirada"... Detalharemos aqui o COMO e o PORQUÊ... Para ilustrar, comentarei um caso de supervisão em que uma colega resolveu "censurar" o coitado do Tomilho, porque leu em algum lugar que teria "contra-indicações"... Ora, eu escolhi as plantas para este curso, justamente dentre as que NÃO possuem contra-indicações... Esse tipo de alegação é um dos artifícios utilizados pelos grupos monopolistas para transformar cada fitoterápico em exclusividade médica... É o que aconteceu com o Confrei, por exemplo... Ratos de laboratório submetidos a dosagens CAVALARES deste chá passaram mal (claro, não é ?... até ÁGUA em quantidade exagerada faz mal...); graças a isso, o Confrei foi PROIBIDO em todo o Brasil, exceto na forma de cremes para uso externo... Outro estratagema para "comer pelas beiradas" é mudar a classificação de "FITOTERÁPICO" para "MEDICAMENTO Fitoterápico"... Por consequência, se é MEDICAmento é para MÉDICOS... Eis um dos motivos para insistirmos em chamar sempre de FITOTERÁPICOS e recusar adquirir produtos de fabricantes que estejam chamando de "medicamentos"... Já o estratagema mais perigoso utilizado pelos grupos monopolistas é a de atribuir propriedades de tratamento de DOENÇAS aos fitoterápicos. O "raciocínio" é simples: SE determinada planta tratar de tal "doença" e, como tanto o diagnóstico, quanto o tratamento de "doenças" é uma EXCLUSIVIDADE dos MÉDICOS, consequentemente, aquela planta igualmente passa a ser monopólio médico, ganhando "tarja vermelha" em sua embalagem (e dobrando de preço, para agradar os fabricantes...) e passa a ser vendida somente mediante RECEITA MÉDICA... Vejamos algumas das plantas em que isto já aconteceu: Uva-ursi, Centella asiatica, Cimicífuga, Equinácea,Ginkgo biloba, Valeriana, Hamamelis, Tanaceto, Kava-kava, Hipérico), dentre outros... E a culpa disso tudo é de quem ??? De nós mesmos !!! Pelo sequinte motivo: tudo quanto é médico e cientista, por padrão, desdenham totalmente o poder das plantas. Se permanecesse assim, para nós seria ÓTIMO !!! Pois desta forma, jamais cobiçariam a técnica. Agora, por um péssimo hábito, a própria literatura publicada sobre Fitoterapia sempre associa tudo com "doenças"... Tanto insistem que, vira e mexe, algum laboratório faz uma pesquisa sobre alguma planta da moda e, quando conclui que funciona, PRONTO !!! Tarja vermelha nele e vira monopólio médico... Ora, que ELES façam isso, é natural (afinal, estão defendendo a eles mesmos...). O inexplicável é ver um TERAPEUTA HOLÍSTICO, que será o principal prejudicado, insistindo em se expressar sob a forma de "doenças" para explicar seu trabalho. Entendam que, quando o SINTE insiste na ADEQUAÇÃO DE TERMOS, está pensando além de nossa segurança atual ao trabalhar, e sim, ocupando-nos de garantir O FUTURO DA PROFISSÃO. E, para tanto, basta resgatarmos as RAÍZES (quase um trocadilho, já que estamos tratando de fitoterapia...) da Terapia Holística e trabalharmos tal qual faziam nossos ancestrais, que sempre se saíram bem, muito antes de inventarem as modernas classificações de "doenças"...  
  Henrique Vieira Filho - Terapeuta Holístico - CRT 21001Henrique Vieira Filho - Terapeuta Holístico - CRT 21001, é autor de diversos livros da profissão, ministra aulas na CEATH - Comunidade de Estudos Avançados em Terapia Holística.  contato@sinte.com.br (11) 3171-1913

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